Governo organiza nova campanha de desarmamento
Executivo deve recolher armas entregues em julho; projeto estabelecido em parceria com Viva Rio prevê recompensa por munição entregue
O governo federal deve realizar uma campanha de desarmamento em julho deste ano. O projeto é desenvolvido em parceria com a organização Viva Rio e deve repetir a fórmula adotada no último programa do gênero, iniciado em 2003: para tirar armas das ruas, oferecer uma recompensa por utensílio entregue.
Desta vez, a ideia é passar a recompensar também pela entrega de munição. O anonimato e a possibilidade de entrega de armas ilegais devem ser mantidos. A ideia é criar uma rede de coleta de armamentos que inclua igrejas, escolas e organizações da sociedade civil. A última campanha do tipo recolheu meio milhão de armas. Se o projeto der certo, deve ser repetido anualmente, sempre em julho.
Defensores da ideia citam números para mostrar que a iniciativa teve efeito sobre a diminuição dos homicídios no Brasil. O coordenador do projeto no Viva Brasil, Antonio Rangel, afirma que o número de mortes anuais com armas de fogo passou de 36 mil, em 2003, para 34 mil em 2010. E atribui essa redução à coleta de armas.
"Muita gente que não quer mais ter arma, se sente insegura. São essas circunstâncias em que as armas caem na mão de bandidos. A campanha realmente teve um efeito muito benéfico", diz Antonio Rangel, um dos responsáveis pela elaboração da campanha no Viva Rio. De acordo com ele, a diminuição de armas em circulação dificultou o acesso de criminosos a esses produtos. Segundo Rangel, o preço médio do mercado negro quadruplicou.
O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, tem dado declarações defendendo a retomada dos projetos de desarmamento a curto prazo. Mas o Ministério da Justiça garante que não cogita propor alterações na lei para restringir ainda mais a venda de armas de fogo no país.
O referendo de 2005 manteve o direito de o cidadão possuir armas de fogo. Mas uma mudança na legislação aprovada dois anos antes aumentou o rigor sobre o tema. Hoje, para obter porte de arma, é preciso ter mais de 25 anos e apresentar à Polícia Federal uma justificativa para a concessão da autorização.
Tags: desarmamento, ministério da justiça, viva rio.
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'A família só tem a agradecer ao Brasil', diz irmã de Alencar
Cecília Peres da Silva falou à imprensa no fim da cerimônia de cremação.
Ex-vice-presidente morreu na terça, vítima de um câncer.
31 de março de 2011 • 15h12 • atualizado às 15h22****************************
Freire, irmã de José Alencar, no fim da cerimônia de cremação do corpo do ex-vice-presidente, nesta quinta-feira (31), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A cremação foi realizada no Parque Renascer Cemitério e Crematório, fechada para a família e os amigos.
Cecília disse que "ele sempre foi, pra mim, uma pessoa extraordinária. Sofri dia e noite com ele nesses anos de doença. Ele morreu lúcido, ele sabia que estava morrendo. Ele sabia que estava dando um passo para outra vida", resumiu.
De acordo com o Antônio Alencar, irmão do ex-vice-presidente, as cinzas devem ser entregues para a família ainda nesta quinta-feira. Depois, serão levadas para uma capela no distrito de Itamori, distrito de Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais, onde José Alencar foi batizado.
A cerimônia de cremação durou cerca de 15 minutos. Segundo a administração do cemitério, o prazo para a entrega de cinzas, em procedimentos normais, é de até 96 horas. A respeito da entrega dos restos mortais do ex-vice-presidente, a administração informou que não pode revelar se houve algum acordo especial com a família para a entrega rápida das cinzas.
Cremação
O corpo do ex-vice-presidente chegou às 14h35 ao crematório. Os oficiais do Exército fizeram as honras militares com salva de três tiros. Em seguida, houve outra salva de tiros de canhão.
O corpo do ex-vice-presidente chegou às 14h35 ao crematório. Os oficiais do Exército fizeram as honras militares com salva de três tiros. Em seguida, houve outra salva de tiros de canhão.
O ex-vice-presidente da República José Alencar foi velado nesta quinta-feira (31), no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Várias autoridades e políticos, além de amigos e da família, acompanharam a despedida.
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Dados de satélite formam mapa preciso da gravidade na Terra
Geoide é o modelo usado para representar o campo gravitacional do planetaFoto: Esa/Divulgação
Os cientistas utilizaram o modelo de geoide para explicar o campo gravitacional da Terra, que é achatada nos pólos. De acordo com a agência espacial, para compreender um geoide basta imaginar a Terra coberta por água, sem marés e correntes.
O Goce possuiu um aparelho chamado gradiômetro que serve para medir mudanças sensíveis na gravidade da Terra. Os dados são renovados a cada dos meses o que, segundo os responsáveis pelo trabalho, colabora para garantir a eficiência do mapa criado para compreender a gravidade.
Com os dados do satélite, a ESO pretende proporcionar à comunidade científica informações sobre os oceanos e o clima, melhorando a compreensão da estrutura interna da Terra. Segundo a agência espacial, uma das contribuições dos dados de gravidade do satélite é no conhecimento mais profundo das causas dos terremotos, como o que assolou recentemente o Japão.
Por ser um fenômeno causado pelo movimento das placas tectônicas, os terremotos não podem ser observados diretamente do espaço, mas sua influência nos dados de gravidade são transmitidas ao satélite, podendo ser usados para compreender as catástrofes naturais e as maneiras de evitá-las.
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Obama autoriza ajuda secreta para rebeldes na Líbia
30 de março de 2011 • 18h05
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma ordem que autoriza o apoio secreto do governo norte-americano às forças rebeldes que tentam derrubar o líder líbio, Muammar Gaddafi, afirmaram à Reuters funcionários do governo na quarta-feira.
Obama assinou a ordem, conhecida como "decisão" presidencial, nas últimas duas ou três semanas, segundo quatro fontes do governo familiarizadas com o assunto.
Tais decisões são a principal forma de diretriz presidencial usada para autorizar operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA). A agência e a Casa Branca se recusaram a comentar de imediato.
As informações sobre a autorização de Obama surgiram num momento em que ele e outras autoridades dos EUA e de países aliados falam abertamente sobre a possibilidade de fornecer armamento para os opositores de Gaddafi, que combatem forças mais bem equipadas.
Os EUA, outros membros da Otan e países árabes integram uma coalizão que está conduzindo ataques aéreos contra as forças de segurança do governo líbio, cumprindo um mandado da Organização das Nações Unidas (ONU) para proteger os civis que se opõem a Gaddafi.
Em entrevistas a redes norte-americanas de TV, na terça-feira, Obama declarou que o objetivo era fazer com que no fim "Gaddafi renunciasse" ao poder. Ele falou em impor "firme pressão, não apenas militar, mas também por esses outros meios" para forçar a saída de Gaddafi.
Obama afirmou nas entrevistas que Gaddafi "não tem o controle da maior parte da Líbia neste momento" e que os Estados Unidos não descartam a possibilidade de prover equipamento militar aos rebeldes. "Não estou, não estou descartando."
Os altos funcionários dos EUA que monitoram a situação da Líbia dizem que no momento nem Gaddafi nem os rebeldes — que pediram armas pesadas ao Ocidente — parecem capazes de obter avanços decisivos.
Embora os ataques aéreos dos EUA e aliados tenham causado graves danos às forças militares de Gaddafi e afetado sua cadeia de comando, segundo autoridades, os rebeldes permanecem desorganizados e sem condições de tirar amplo proveito do apoio militar ocidental.
OPERAÇÕES ESPECÍFICAS
Pessoas a par dos procedimentos do setor de inteligência dos EUA dizem que as decisões presidenciais relativas a ações encobertas costumam ser costuradas de modo a dar margem a uma autorização ampla para um grande espectro de ações do governo em apoio a um objetivo secreto particular.
Para que operações específicas sejam realizadas sob o amparo dessa autorização abrangente — por exemplo, a entrega de dinheiro ou armas às forças anti-Gaddafi — a Casa Branca também teria de dar uma "permissão" adicional para o prosseguimento dessas atividades.
Em 2009, Obama deu um aval semelhante à expansão das ações secretas de contraterrorismo realizadas pela CIA no Iêmen. A Casa Branca não costuma confirmar se tais ordens foram dadas.
(Reportagem adicional de Susan Cornwell)
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Petróleo cai em NY sob pressão de reservas abundantes
30 de março de 2011 • 18h01
No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet crude" para entrega em maio fechou em 104,27 dólares, uma queda de 52 centavos em relação a terça-feira.
"Nos últimos dias, não houve uma evolução substancial da situação no Oriente Médio, e a atenção do mercado voltou-se para os indicadores econômicos e para o que acontece nos Estados Unidos em termos de oferta", explicou Martt Smith, da Summit Energy.
Os preços caíram justamente depois de ser publicado um relatório semanal do Departamento de Energia sobre o estado das reservas, antes de diminuir seu retrocesso.
As reservas de petróleo subiram muito mais que o previsto na semana passada, em 2,9 milhões de barris, contra 1,5 milhão esperados pelos analistas consultados pela agência Dow Jones Newswires.
"O que preocupa é que 1,7 milhão desses barris encontraram um caminho para Cushing, provocando um aumento das reservas ali acumuladas para 41,9 milhões de barris, um recorde", afirmou Nic Brown, da Natixis.
Localizado em Oklahoma (sul), Cusshing é o principal centro de armazenamento dos Estados Unidos, onde se conserva petróleo extraído do oeste do Texas (sul), que serve como referência no mercado nova-iorquino.
As reservas de petróleo caíram 2,7 milhões de barris, mais que o estimado, mas como consequência, a demanda de combustível caiu 0,1% nas últimas quatro semanas, na comparação com o mesmo período de 2010.
Isso "sugere que não haverá problemas importantes para satisfazer a demanda americana de combustível durante a temporada de massivas perdas por conta das férias", estimou Eric Brown.
Na Líbia, os ataques aéreos da coalizão foram retomados nesta quarta-feira à tarde no leste de Trípoli, enquanto os rebeldes sofriam um novo revés. As forças do líder líbio Muamar Kadhafi retomaram a cidade petroleira de Ras Lanuf e avançaram para Brega.
"Quem pensava que o petróleo líbio retornaria aos dutos rapidamente, provavelmente ficaram decepcionados", afirmou Phil Flynn, da PFG Best Reearch.
mla/gm/lb
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Carter afirma que EUA devem tirar Cuba da lista de promotores do terrorismo
30 de março de 2011 • 17h57
HAVANA, 30 Mar 2011 (AFP) -O ex-presidente americano Jimmy Carter destacou nesta quarta-feira, em Havana, que os Estados Unidos devem tirar Cuba da lista de países promotores do terrorismo, pois as alegações de Washington "não têm nenhuma base", segundo ele.
Carter falou sobre o assunto em entrevista à imprensa pouco antes de deixar a ilha, na viagem de volta para os Estados Unidos.
O ex-presidente disse que na manhã desta terça-feira reuniu-se com os embaixadores de Espanha e Colômbia em Havana, que "não apresentaram nenhuma objeção" a que Cuba saia da lista.
Segundo o Departamento de Estado, que elabora a lista anual, Cuba promove o terrorismo porque serve de refúgio a membros de grupos guerrilheiros colombianos, como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a organização separatista basca ETA.
Cuba nega o acolhimento a terroristas e justifica seus vínculos com a ETA assinalando que tem um acordo com o governo da Espanha, e que seus contatos com as Farc fazem parte das gestões nos processos de paz do país.
A presença de membros da ETA e das Farc na ilha, segundo Carter, "é algo muito positivo" para os governos de Colômbia e Espanha porque "(...) são pessoas que causam problemas em seus próprios países".
"As alegações americanas sobre terrorismo não têm fundamento, e caberá ao presidente dos Estados Unidos eliminar a declaração de que Cuba está promovendo o terrorismo, porque evidentemente não é uma afirmação correta", assinalou Carter.
Lembrou, além disso, "que houve uma cooperação estreita, entre os serviços de inteligência cubanos e americanos para enfrentar as ameaças da Al-Qaeda e outras organizações do Golfo".
Carter concluiu nesta quarta-feira visita privada de três dias, destinada a aproximar os dois países, que não possuem ligações diplomáticas há 50 anos. Encontrou-se com o líder Fidel Castro, o presidente Raúl Castro, o cardeal Jaime Ortega, líderes judeus e com cerca de 20 opositores.
mis/ml/sd
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Japão pede calma ao mundo sobre temor com venda de alimentos
30 de março de 2011 • 17h26 • atualizado às 18h19
Em um comunicado à Organização Mundial do Comércio (OMC), o Japão informou estar monitorando a contaminação radioativa para evitar um potencial risco à segurança dos alimentos e disse que iria fornecer à entidade dados precisos, com rapidez.
"Em troca, o Japão pediu aos países membros que não reajam de modo exagerado à situação", disse um funcionário da OMC. Vários países proibiram a compra de leite e outros produtos de áreas próximas à usina nuclear de Fukushima Daiichi, situada 240 quilômetros ao norte de Tóquio, por causa do medo de contaminação.
O próprio Japão interrompeu a exportação de vegetais e leite de regiões próximas à usina, da qual está vazando radiação atômica.
A questão da liberação da radiação persiste. Cingapura informou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ¿ o órgão da ONU de supervisão nuclear ¿ que alguns repolhos importados do Japão estavam com níveis de radiação nove vezes mais elevados do que os recomendados no comércio internacional.
Embora os alimentos perfaçam menos de 1 por cento das exportações japonesas, a usina nuclear, afetada pelo tsunami, representa um sério risco para uma economia já sobrecarregada por uma imensa dívida pública, uma população em processo de envelhecimento e uma enorme conta para a reconstrução após o desastre natural, possivelmente chegando a 300 bilhões de dólares.
Há um nível recorde de iodo radioativo no mar, perto da usina danificada. A agência estatal de segurança nuclear afirmou que o nível é 3.355 vezes o limite legal e, além disso, plutônio altamente tóxico foi detectado no solo da usina de Fukushima Daiichi.
Três semanas depois do terremoto e tsunami, os operadores do sistema ainda se esforçam para retomar o controle dos reatores afetados. Nesta quarta-feira havia fumaça saindo de uma segunda usina nuclear danificada, a de Daini, localizada a poucos quilômetros da unidade de Daiichi. Segundo as autoridades, o problema era causado numa parte elétrica do sistema de bombeamento de água.
A usina de Daini está fechada. A Operadora, a Tokyo Electric Power (Tepco), afirmou que o incidente não iria provocar nenhuma radiação na parte externa.
O governo ordenou a remoção dos moradores de uma área de 20 quilômetros ao redor da usina de Daiichi. A maioria dos 70 mil habitantes da região já teria partido. Outras 130 mil pessoas estão numa zona de 10 quilômetros além do limite e receberam a recomendação de não sair de casa.
Mas a AIEA afirmou que a medição da radiação num vilarejo localizado a 40 quilômetros do complexo nuclear excedia o critério para a remoção da população.
Sarkozy, que preside os blocos do G20 e G8, vai reunir-se com o primeiro-ministro Naoto Khan para expressar apoio aos esforços do Japão após a tragédia que deixou mais de 27.500 mortos e desaparecidos.
A França, país que mais depende da energia nuclear no mundo, já enviou ao Japão especialistas de sua estatal da área nuclear.
