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Economia

Com alta de bancos, Bovespa fecha sessão com valorização
30 de março de 2011 17h09 atualizado às 18h27

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta quarta-feira, acompanhando a menor aversão a risco no mercado internacional e o desempenho positivo das ações de bancos. O Ibovespa subiu 0,86%, a 67.997 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 5,7 bilhões.
Em Nova York, o índice Standard & Poor's 500 subiu 0,67%, e o Dow Jones teve alta de 0,58%, em um movimento de fim de trimestre com destaque para as ações que já tinham melhor performance no ano.
Ações do setor financeiro povoaram a parte de cima do Ibovespa. As units do Santander subiram 3,14%, a R$ 19,70, as ações do Bradesco ganharam 3,11%, a R$ 32,45, e os papéis do Itaú Unibanco avançaram 2,84%, a R$ 37,61.
Reunindo ações também de fora do Ibovespa, o Índice Financeiro teve alta de 2,88%.
Para Leonardo Bardese, operador da corretora BGC Liquidez, o movimento esteve relacionado à leitura "menos pessimista" do Banco Central sobre a inflação, colocando o foco da política monetária em 2012 e indicando um ciclo de aperto monetário relativamente brando. O Banco Central divulgou pela manhã o Relatório Trimestral de Inflação.
"A palavra da vez (para determinar o comportamento do Ibovespa) vai ser essa questão de como o governo vai lidar com o balanço entre aperto monetário - subida da taxa básica de juros - e crescimento econômico", afirmou.
Bardese destacou que outros setores sensíveis à oferta de crédito se valorizaram. Na área de consumo, Ambev avançou 2,65%, a R$ 45,39, e no imobiliário, Cyrela ganhou 1,87%, a R$ 15,27.
A maior alta do pregão ficou para a Cesp, com valorização de 4,22%, a R$ 31,58, antes da divulgação do balanço trimestral da empresa.
Os destaques negativos do Ibovespa foram as ações da mineradora Vale, com queda de 0,55% das ações preferenciais, a R$ 47,07, e de 1,29% das ações ordinárias, a R$ 52,90.
O mercado recebeu mal a decisão do Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2) sobre uma cobrança de cerca de R$ 25 bilhões de impostos em litígio. A Vale ainda recorre.
Além disso, a empresa também se vê às voltas com o processo de sucessão de seu presidente, Roger Agnelli. Nesta quarta-feira, o jornal Folha de S. Paulo publicou que o comando da Vale será ocupado por Tito Martins, atual diretor de operações e metais básicos e também presidente da subsidiária canadense Inco. O Bradesco, um dos principais acionistas da Vale, disse que a notícia é improcedente.

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Receita oferece certidão com efeito negativo a empresas pela web

30 de Março de 2011 • 17h35 •  atualizado 17h39
 


Cerca de 100 mil empresas que contestam dívidas com a União na Justiça poderão obter certidões de regularidade pela internet. Até o final de abril, a Receita Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vão fornecer a certidão positiva com efeito de negativa instantaneamente pela Central de Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC).
Os contribuintes que precisam obter a certidão negativa de débitos podem obter o documento pela internet. No entanto, aqueles com dívidas questionadas na Justiça não podiam obter a certidão por meio eletrônico porque precisavam apresentar documentos nas unidades da Receita Federal ou da PGFN comprovando que os débitos não podiam ser cobrados enquanto a ação judicial corria.
Com a modernização dos sistemas de informática, não será mais necessária a apresentação desses documentos. "As informações sobre as dívidas dos contribuintes vão ser buscadas internamente, o que permite a emissão da certidão pela internet", afirmou o subsecretário de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal, Carlos Alberto Occaso.
Atualmente, a certidão positiva com efeito de negativa é emitida em até dez dias depois da apresentação dos documentos. Com a mudança, o documento poderá ser obtido na hora. A renovação das certidões a cada seis meses também será feita pela internet. A certidão negativa é fornecida a contribuintes sem pendências. A certidão positiva com efeito de negativa é emitida quando há pendências que não podem ser cobradas por causa de depósitos em custódia ou de ações na Justiça.
Segundo Occaso, a Receita e a PGFN também fornecerão avisos às empresas de que as certidões precisarão ser renovadas 60 dias e 30 dias antes de os documentos expirarem. Os comunicados serão enviados exclusivamente para a caixa de mensagens dos contribuintes no e-CAC. O subsecretário esclareceu que o Fisco não usará cartas nem e-mails para mandar os avisos. "Nenhum contribuinte poderá alegar surpresa e dizer que não sabia que a certidão venceu", explicou.
A medida também beneficiará 16,3 mil empresas que parcelaram as dívidas com a União, no chamado Refis da Crise. Como o cruzamento de informações passará a ser feito automaticamente, as empresas não precisarão enviar documentos para as unidades da Receita e da PGFN para obterem as certidões de regularidade.

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Bancos acenam com tarifas menores para emplacar bandeira Elo
30 de Março de 2011 • 16h29 •  atualizado 17h22


A nova bandeira brasileira é fruto da união de Banco do Brasil, Caixa e Bradesco A nova bandeira brasileira é fruto da união de Banco do Brasil, Caixa e Bradesco
Foto: Futura Press
Com seis meses de atraso, a Elo, bandeira nacional de cartões, começa a ser oferecida na rede bancária na próxima segunda-feira, com objetivo de alcançar participação de mercado de 15% até 2015. Para Bradesco , Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, sócios da marca, o fator preço será a principal arma para seduzir a classe C no País a preferir uma bandeira nacional em vez de Visa e MasterCard, as grandes bandeiras mundiais de cartões de crédito.
Diferentemente do que acontece com as bandeiras internacionais, Bradesco, BB e Caixa não terão que pagar tarifas pelo uso da Elo. Assim, "terão condições de oferecer preços mais baixos", disse o vice-presidente de Novos Negócios do BB, Paulo Rogério Caffarelli, nesta quarta-feira.
A aposta dos bancos é usar os cartões como ponta-de-lança para atingir um público de cerca de 40 milhões de pessoas que ainda não têm conta corrente e que não é devidamente atendido pelas grandes bandeiras internacionais.
Para os sócios, o ritmo de expansão do mercado brasileiro de cartões, de 20% anuais nos últimos nove anos, deve ser mantido por vários anos, segundo o presidente da Elo, Jair Delgado Scalco.
Só com clientes da Caixa Fácil, conta corrente simplificada, a Caixa espera alcançar sete milhões de detentores de contas ativas. "Hoje, só 5% dessepúblico tem cartão", disse o vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza.
A expectativa dos sócios é seduzir a emergente classe C com tarifas menores de anuidade, juros mais baixos para o crédito rotativo e maior rede credenciada, especialmente em cidades distantes das grandes metrópoles.
Além da rede de agências das três instituições, os bancos também vão oferecer o produto a não clientes por meio de promotoras de vendas.
"Esse público deve ser responsável por cerca de 70% da base de clientes", afirmou o diretor-executivo do Bradesco Marcelo Noronha.
Atraso
Com lançamento inicial previsto para outubro do ano passado, o projeto foi adiado para abrigar a Caixa, que manifestou interesse na parceria depois que ela foi anunciada, no início de 2010.
No entanto, o banco federal terá uma participação mais restrita na sociedade. A holding Elo Participações, que abriga também a Alfa Serviços, a CBSS e a Fidelity, continua tendo apenas como bancos o Bradesco e BB.
Por enquanto, a Caixa terá participação igualitária apenas na divisão que trata dos cartões de crédito. Mas um aumento da fatia no negócio já está sendo discutida.
"Pretendemos aumentar nossa participação na Cielo, hoje de cerca de 1%", disse Lanza, referindo-se à companhia de meios de pagamento .
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